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Opinião

28/06/2025

Entre IA e algoritmos, o SXSW 2025 lembrou que não existe futuro sem bem-estar coletivo

Em 2025, a MOL Impacto levou a primeira delegação brasileira focada em impacto social para o South by Southwest, mais conhecido como SXSW. Realizado anualmente em Austin, nos Estados Unidos, o festival é um dos maiores do mundo nas áreas de inovação, criatividade e cultura.

A comitiva foi ao festival não apenas para captar tendências, mas para traduzi-las em ação. Como transformar inquietações em direções? E o que pode fazer sentido, na prática, para quem trabalha com impacto no Brasil?

“O gancho das palestras muitas vezes era a tecnologia, mas no fim tudo girava em torno das pessoas, e o que a gente pode fazer para criar um mundo melhor para os indivíduos e para a coletividade”, resume Roberta Faria, cofundadora e CEO da MOL Impacto. “O impacto social é sobre bem-estar coletivo. A ideia de que dá para estar bem sozinho é frágil. Mesmo um bilionário num bunker não viverá uma boa vida com o planeta pegando fogo.”

Download SXSW 2025: ideias que inspiram ação

Ao voltar da viagem, a MOL Impacto reuniu um time de mulheres brilhantes para compartilhar seus aprendizados no Download SXSW 2025, realizado na sede da Ambev. Mariana Campanatti, diretora executiva do Instituto MOL, destacou a fala de abertura de Hugh Forrest, então presidente e diretor de programação do evento: “Criatividade foi o que nos trouxe até aqui. Criatividade é o que nos fará sobreviver e prosperar”.

A frase serviu como ponto de partida para uma provocação que guiaria os debates: como desenhar futuros mais saudáveis, justos e conectados em um mundo em crise? Por mais que a tecnologia siga moldando o presente e o futuro, o que estava em jogo ali era quem somos nós diante dela.

O que nos move: bem-estar, beleza e conexão

Para Beatriz Guarezi, especialista em branding e fundadora da Bits to Brands, um dos temas mais urgentes hoje é o efeito das redes sociais sobre crianças e adolescentes. O fim dos celulares nas escolas, séries e livros que escancaram os danos do uso excessivo de telas — como A Geração Ansiosa e Adolescência — mostram que a pauta chegou ao centro do debate. Algumas marcas, como a Rare Beauty e a Dove, abraçaram essa causa. Mas o assunto precisa da força de comunicação de muitas outras empresas para amenizar o seu impacto.

Já Lais Glück, designer de experiências e fundadora da Glück, falou sobre a beleza como refúgio e como necessidade. A natureza, lembrou ela, tem poder real sobre nosso sistema nervoso. O documentário Fungos Fantásticos trouxe evidências de que a contemplação pode promover efeitos comparáveis ao uso de psicodélicos. Em tempos de excesso e aceleração, a beleza nos firma no presente.

Na fala de Renata Rivetti, chief happiness officer e fundadora da Reconnect Happiness at Work, um dado chamou atenção: colaboradores com amizades no trabalho são até sete vezes mais produtivos. “E isso independe do modelo de trabalho. O presencial não garante a conexão social, e é preciso intenção para mudar o cenário de distanciamento”, aponta.

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