12/08/2023
ESG na cadeia de suprimentos: 4 dicas para uma gestão eficiente
Gerir a cadeia de suprimentos é uma tarefa complexa e estratégica, reconhecida como crítica para o desempenho das organizações. Quando se fala em ESG, essa gestão ganha ainda mais relevância, já que grande parte das emissões de gases do efeito estufa e dos custos operacionais das empresas estão vinculados às cadeias de suprimento.
Embora muitas organizações estabeleçam metas de sustentabilidade de longo prazo para suas cadeias, pesquisas recentes mostram que poucas têm visibilidade completa, tecnologias adequadas ou programas estruturados para medir o progresso. Entre os principais obstáculos estão os custos iniciais e a falta de um business case claro que justifique os investimentos. Além disso, muitas empresas ainda lutam para demonstrar o retorno financeiro das ações sustentáveis em suas cadeias de suprimento.
Apesar dos desafios, os benefícios de apostar em sustentabilidade são claros. Empresas que implementam práticas ESG na cadeia de suprimentos podem reduzir riscos, aumentar eficiência e gerar valor de longo prazo para acionistas e stakeholders. Uma cadeia de suprimentos sustentável também cria uma cascata de boas práticas, à medida que fornecedores diretos e indiretos passam a adotar padrões de responsabilidade social e ambiental. Muitas vezes, o impacto gerado pelos fornecedores é ainda maior do que o das próprias operações da empresa, tornando essa gestão essencial.
Boas práticas para uma cadeia de suprimentos sustentável
Especialistas em sustentabilidade, Cecília Michelis e Mayara Ribeiro destacam algumas estratégias para implementar uma gestão efetiva:
1 – Defina critérios e requisitos ESG para exigir dos fornecedores
Segundo as especialistas, não é difícil encontrar referências desses critérios, sendo que o mais importante é que eles sejam claros, atingíveis e facilmente compreendidos pelos parceiros.
2 – Identifique os maiores riscos
Cecília e Mayara sugerem fazer uma análise dos riscos presentes na cadeia de suprimentos, sejam financeiros, sociais ou ambientais. Em seguida, identificar aqueles mais críticos, a fim de que esses recebam uma atenção mais urgente. “É importante garantir uma maior intensidade de relacionamento com fornecedores de maior risco”, afirmam.
3- Monitoramento dos fornecedores
Só exigir o bom desempenho em ESG da cadeia de suprimentos não é suficiente, segundo as especialistas. Para que o discurso se torne prática é preciso monitorar e, para isso, é importante definir procedimentos para avaliar periodicamente o desempenho dos fornecedores, assim como medidas mitigadoras e planos de ações corretivas no caso das não-conformidades identificadas.
4 – Desenvolvimento de fornecedores:
Cecília e Mayara também destacam a importância do treinamento da cadeia de suprimentos no tema da sustentabilidade. Para isso, elas sugerem o uso de tecnologias on-line para atingir um maior número de parceiros.
Texto: Thaíne Belissa
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